sexta-feira, 8 de novembro de 2013
quinta-feira, 7 de novembro de 2013
- 150 dias
23 horas - E eu acordo. Os sonhos, ou pesadelos... nem sei mais. Como seria viver sem dormir?
Ou não viver? Como encontrar o fim dessa angústia inexprimível? A noite não terá fim? Sempre ouvi dizer que a alvorada chega. Onde ela está? Perdeu o caminho até mim? Você a prendeu num calabouço?
Se eu implorar, você a solta e deixa vir até mim. Não tenho forças... preciso de ajuda. Preciso que parem com esta tortura que é a minha vida.
O que faço?
Ou não viver? Como encontrar o fim dessa angústia inexprimível? A noite não terá fim? Sempre ouvi dizer que a alvorada chega. Onde ela está? Perdeu o caminho até mim? Você a prendeu num calabouço?
Se eu implorar, você a solta e deixa vir até mim. Não tenho forças... preciso de ajuda. Preciso que parem com esta tortura que é a minha vida.
O que faço?
E você? Você está bem? Diga-me que não.... que você vive as mesmas angústias que eu... preciso saber que não estou sozinh@ nesta jornada... preciso ter alguém seguindo a mesma estrada. Desesperadamente... preciso. Diga-me queThoreau estava certo quando disse que " maioria dos homens vive uma existência de tranquilo desespero". Ele estava certo, não estava.... você também está desesperado, não está? Espero que sim.
quarta-feira, 6 de novembro de 2013
terça-feira, 5 de novembro de 2013
- 152 dias
22:00 horas - E a estrada se agiganta à minha frente. Dói a alma... é disso que sou feito. Um espírito abatido que segue por uma estrada sem fim. Tudo igual, infinitamente igual. Não sei se é dia ou se é noite. Não sei se esse espaço que ocupo agora tem a separação entre dias e noites... parece sempre noite, parece sempre dia. Parece sempre o mesmo dia, a mesma noite.
Há quanto tempo estou aqui? O tempo passa aqui? Não há sol, não há lua, não há luzeiros no firmamento... não há firmamento.
Solitário... eu sigo. Sim, eu fui um solitário em vida, por opção; mas não solitário o suficiente pra me preparar pra essa solidão. Aqui sou solitário de tudo... sinto falta até de mim. Onde estou?
E se lá do outro lado for assim?
Há quanto tempo estou aqui? O tempo passa aqui? Não há sol, não há lua, não há luzeiros no firmamento... não há firmamento.
Solitário... eu sigo. Sim, eu fui um solitário em vida, por opção; mas não solitário o suficiente pra me preparar pra essa solidão. Aqui sou solitário de tudo... sinto falta até de mim. Onde estou?
E se lá do outro lado for assim?
segunda-feira, 4 de novembro de 2013
- 153 dias
23 horas - Uma longa estrada pela frente.... uma espessa névoa, só uma faca poderia cortá-la... e eu tinha de seguir em frente. O medo. Meu companheiro de dias e noites, que não me abandona, com seus longos tentáculos não desistia de tentar me sufocar. Seus longos dedos ao redor do meu pescoço, o ar cada vez mais raro, mais caro.
E eu tinha de seguir... tenho de seguir. Grandes árvores ladeiam a estrada, há flores... eu deveria me sentir a salvo, deveria me sentir em segurança. Mas o coração bate aceleradamente apertado dentro do peito... o olhos cansados se esforçam para decifrar o que tem mais à frente. Nada... só a estrada, as árvores e eu.
Então sigo, sem ter ideia de onde me levará cada passo, do que me espera a cada passo. Uma eternidade assim: solitário... só eu, uma estrada e as árvores.... que parece que parecem rir de mim.
E se lá do outro lado for assim? Uma estrada sem fim? Pobre, pobre de mim....
E eu tinha de seguir... tenho de seguir. Grandes árvores ladeiam a estrada, há flores... eu deveria me sentir a salvo, deveria me sentir em segurança. Mas o coração bate aceleradamente apertado dentro do peito... o olhos cansados se esforçam para decifrar o que tem mais à frente. Nada... só a estrada, as árvores e eu.
Então sigo, sem ter ideia de onde me levará cada passo, do que me espera a cada passo. Uma eternidade assim: solitário... só eu, uma estrada e as árvores.... que parece que parecem rir de mim.
E se lá do outro lado for assim? Uma estrada sem fim? Pobre, pobre de mim....
domingo, 3 de novembro de 2013
- 154 dias
16 horas - Sim, sim... sei que ontem não registrei nada. Você percebeu? Se você tem um pouco de noção das coisas, não teria percebido... ontem foi dia dos mortos e num dia assim a gente merece é comemorar. E a minha comemoração foi assumir ser um morto o dia inteiro... e o que os mortos fazem? Nada! Pois é....
Você esqueceu que era seu dia? Você não comemora o seu dia? Você sabe/lembrou que é o dia de todos os mortos, mas não o SEU dia. Tá brincando? Você se considera exatamente o quê? Vivo?
Tá.... faz-me rir... ou chorar.
Desculpe-me se o choquei com essa verdade. Mas, você deveria mesmo era me agradecer... há morte pra todo lado... só os cegos não veem. E agora eu abri seus olhos... Não há mais desculpas.
Você esqueceu que era seu dia? Você não comemora o seu dia? Você sabe/lembrou que é o dia de todos os mortos, mas não o SEU dia. Tá brincando? Você se considera exatamente o quê? Vivo?
Tá.... faz-me rir... ou chorar.
Desculpe-me se o choquei com essa verdade. Mas, você deveria mesmo era me agradecer... há morte pra todo lado... só os cegos não veem. E agora eu abri seus olhos... Não há mais desculpas.
sexta-feira, 1 de novembro de 2013
- 155 dias
23 horas - Mais uma vez aqui... que monotonia. Projeção futura improvável: vai ter fim... mas vai ter fim.
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