sexta-feira, 15 de novembro de 2013

- 142 dias

21 horas - Perda, fracasso. Desespero total.

E a lógica seria eu não me importar. Então, por que ainda me importo?  Que merda fizeram com a minha mente que não tenho controle dela?

A que conclusão chego? Que ninguém é dono de sua própria vida... própria vida, o caralho. Se minha vida fosse REALMENTE minha eu não me importaria com nada do que tenho perdendo, do que venho perdendo. Por que nada me importa, sabia? Realmente nada me importa... então acaba com esse aperto no meu peito que as frustrações me trazem.

Eu não me importo... mesmo. Pode tirar tudo de mim, não estou nem aí. Só, por favor, ao tirar não coloca no lugar o medo, o sofrimento, nem esse aperto no peito.

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

- 144 dias

14 horas - Meu Deus como as pessoas são contraditórias.... que saco e eu tenho de conviver com gente.

Outra coisa, o Danúbio não tem nada a ver com meu humor, mau humor, a bem da verdade. A vida é uma merda e eu acabo descontado no coitado do rio, que nem sabe que eu existo.

Mas que ele tem um nascimento sinistro, tem. E uma morte... bem uma morte total,  né!? Porque ele simplesmente é engolido pelo Mar Negro.

Você já pensou se lá do outro lado for assim? Você... engolido... por uma escuridão salgada, gelada...

terça-feira, 12 de novembro de 2013

- 145 dias

14 horas - O rio Danúbio nasce na Floresta negra e morre no Mar Negro. Isso sim que é destino cruel.

Vocë sabia que há pessoas por aí que afirmam ser a Floresta Negra assombrada por lobisomens, magos, bruxas e o diabo nos mais diferentes disfarces. Ah! o diabo... e você pensou que eu jamais me referiria a ele. Apareceu. O início de todos os males.... porque alguém tinha de ser culpado. Pois é.... e ele está lá onde nasce Danúbio. Ou é o Danúbio que começa lá onde está o diabo (veja bem, não sou eu que estou afirmando que o diabo está la, são as pessoas por aí... e colocaram no Google).
É claro então que o rio carrega consigo DNA.... ou não, você acha que ele saiu de lá incólume...
(mas, só pra você não ficar tão arrepiad@ com tantas assombrações.... também dizem por aí, por aqui, que há anõezinhos bem bonzinhos lá só pra contabalançar com o mal que por lá há). Bom, isso dá manga pra muita conversa (é assim que a gente diz, não é?)... E também não se preocupe se ficar arrepiad@, ninguém vai ver.

E o Danúbio segue seu curso... e morre nos braço do Mar Negro. É muita escuridão... É a treva.

E o Danúbio não é azul coisa nenhuma. Se disseram isso pra voê, estavam querendo te enganar ;) e eu sorri... Nossa! Quanto tempo que eu não sabia o que era sorrir um sorriso diferente daquele sorriso de festa que visto pra não assustar meus pacientes.

Ah e coitado do Danúbio... ele realmente não tem nada a ver com isso.

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

- 146 dias

21 horas - O coitado do cachorro do meu vizinho... e eu fiquei aqui pensando nas agruras da vida. Há uma multidão de gente... há igual ou maior quantidade de cachorros. Cachorros têm alma? Não sei... mas também não vai fazer a menor diferença...

Agora, pro cachorro do meu vizinho, pra você, pra mim... ah! vai, se vai. Não vai dar pra chegar do lado de lá e dizer eu não sabia. É como Lei, você não pode dizer que não sabia.... desculpa esfarrapada... não vai te ajudar em nada. Nem pra mim. Mas a vida é assim, não é?

Ah! com você, não? Você está feliz... tá bom eu acredito e esse descuido com seu corpo, com sua mente... e tudo está bem. Nem vem... você não consegue me enganar.

E eu... bem eu ainda penteio meus cabelos, passo perfume... sim disfarço a podridão que é dentro de mim. Disfarce melhor se quiser que eu acredite, por favor.

domingo, 10 de novembro de 2013

- 147 dias

13 horas - 'Torna-te aquilo que és' disse Nietsche. O cachorro do meu vizinho se tornou um resignado? Não o vejo reclamar... e olha que há coisas neste mundo pra se queixar, pra lamentar, pra reivindicar, pra exigir.

E ele fica lá, como um pobre coitado, aceitando tudo na mais completa submissão.

Fomos feitos pra viver o dia exatamente como ele aparece: negro, fétido, pesado como chumbo, desesperançado... alguns raiozinhos de sol (o osso sendo jogado, e a gente abanando o rabinho... heheheh uma diversãozinha) e uma tempestade para apagar qualquer resqupicio daquela pseudofelicidade... é, amigo, esta é a cara de felicidade: momentânea... vem e vai num piscar de olhos.

Ah! e você sabia que vai ficando cada vez mais difícil? Pois é, não quero estragar seu dia (talvez hoje você tenha sentido um raiozinho de sol... viu um ossinho sacudindo na mão da vida)... mas vai ficar cada vez pior, pode acreditar. Nada fica melhor. É pura ilusão... pense bem... você não está feliz com a sua situação, no mínimo, conformado. Sim, sim, a vida conformou você pra poder brincar melhor com seus dias. Não se iluda... ela é um carrasco implacável e sábio... muito sábio.

sábado, 9 de novembro de 2013

- 148 dias

20 horas - Esperança... que mal é este?

Eu só queria saber quem criou a esperança. Hoje fiquei olhando o cachorro do meu vizinho no parque. Ele (o meu vizinho) lia o jornal sentado em um banco. O cachorro deitado ao lado dele esperava... de quando em quando, o meu vizinho jogava longe um osso de borracha, o cachorro num salto ficava em pé, abanava o rabo alegremente (eu acho, pelo menos parecia que o cachorro estava bem satisfeito) e corria na direção do osso. Pegava o osso com os dentes e corria de volta pro lado do meu vizinho - que ficava absorto na sua leitura.O cachorro ficava alguns instantes, balançando o rabo, com um olhar de cachorro pidão olhando pro meu vizinho - que não se dava conta de nada. O cachorro, resignado, deitava do lado do meu vizinho, deixava o osso cair no chão e se deixava ficar... esperando.

Que esperança tinha o cachorro?

Até que meu vizinho acabou de ler o jornal, levantou-se, jogou o jornal na lixeira e voltou para o apartamento. E o cachorro atrás dele... resignado.

Somos todos resignados?